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AS LOUCURAS DO TEMPO
Sóbrio às loucuras habituais do tempo
Voam tanto, entoam canto Nem o colibri-de-agulha sabe do manto que desnuda Abre a mão na hora breve. Tenho calos nas odisséias do passado Sei das brumas, sei das mazelas Tão quanto me embrenho nas favelas da vida Na preciosidade de viver na ida. Sem volta, há essência Sem nota, hei de prosseguir Não quero chegar a nenhum lugar Mas, irei a todos. Que me beijem, convolutos, os sais das manhãs Que me fitem os descondensados golfinhos As jubartes hão de me cumprimentar, ilesas Quando a tarde cair; onde o dia assumir o porvir. Nem sombra Nem porquanto sobra A apologia infernal O termo, a lei, a nau... Sabes... Fico no canto aberto do quintal - com vista para o mar; como azeitonas! – E o copo repleto de lágrimas para nos servir no desjejum.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 10/03/2009
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