Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Do Absinto ao Fel
Sonhos de páginas viradas
São apenas sonhos de lágrimas marcadas
Que, em sendo sonho, são poeiras na estrada
Pra vida inteira, trouxe a flor desabrochada.

Sonhos de uma vida inteira
São apenas sonhos de imagens corriqueiras
Que, em sendo sonho, são páginas certeiras
Em cada estrada, esbarrou na cordilheira.

Sonhos de conflitos tais
São apenas sonhos de emoções iguais
Que em sendo sonho, são histórias reais
Em pequenos gestos, razões especiais.

Sonhos de uma estrela cadente
São apenas sonhos de idéias tangentes
Que em sendo sonho, são afagos ardentes
De uma noite em pranto, em um sono carente.

Sonhos de resquícios de esperança
São apenas sonhos de anseios de criança
Que em sendo sonho, são frestas na lembrança
E de pouco em pouco, renova e não se cansa.

Sonhos de encanto em pranto
São apenas sonhos presos no canto
Que em sendo sonho, são melodias, no entanto
E nos íntimos versos, estoura em acalanto.

Sonhos de memórias frágeis
São apenas sonhos de repulsas ágeis
Que em sendo sonho, são Brigites lamentáveis
Nos interstícios, rastreados e inacabáveis.

Sonhos de epílogo meu
São apenas sonhos de um pobre Teseu
Que em sendo sonho, o Minotauro aprendeu
Na vida e na morte, amigo é o espelho teu.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/06/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras