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Inibidora Descrença
Estarrecido, boquiaberto
fico tonto, fico quieto bebo a noite, sem pensar. Aturdido, estou na lona... Quero voar. Embasbacado, pasmo, intrigado Tomo fôlego, coço o crânio Desilusão, estouro em pranto Há maneira de voltar... Deletar e recomeçar. Caos da vida Risca a cara e identifica O brio do homem Resguardado se agiliza Rompe as dores E o ego ressuscita. Corja palha De estrela ausente Tédio espalha aos idos tombos Que de tontos não se servem Subjetiva, depressão interna Acha o furo e se revolta Parte do lixo, não se altera Satanás em coro, grita, espera. Renegado à tribo hostil Mestre gênio em polvorosa Inconformado em tom viril Recupera, cultiva a rosa.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 16/06/2006
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