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De Toda a Incerteza
É no teu pranto jorrado que à noite descanso
São toadas, ondas, memórias vindas e inteiriças Achacado passado correndo ao quede avanço Depilando uma história de magrezas roliças. É no teu semblante que me envolvo tanto Sincero e fecundo, tenho-me guiado Pelas horas que se emparelham, jaz um manto Não tenho vinho, nem certeza, apenas gingado. É no teu perfume que inda sinto o asco Ojeriza, palavra extrema, rude Entorno tudo a me olhar o frasco Das queixas vãs, o dom ilude. É na tua maldade que deito o cabelo Tive espécie, ligeireza e amplitude Pífio o sentimento grude e azedo A morosidade do esquecimento me é inquietude. É na tua existência que rutilo meu olhar Norteio a vaga insistência do penar Confiscam seres a me assolar e a relembrar E num mísero dia, a tua imagem apagar.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 17/06/2006
Alterado em 24/08/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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