![]()
Teoria da Complexidade
Memória pulha, gasta
Enclausurada em gaveta, rasa Objeto de angústia, pus na escuridão Velame endêmico, pegajoso. Relutantes horas marchando Pra dentro do tempo, pra fora do corpo Desgastado corpo, um aborto espontâneo Icoroso e revelado, sanguinolento Exemplo torpe, ei-lo presente. Envolve o fígado, a peçonha da ira À revelia, promovendo, concatenando Os alvitres são modestos, mas sinceros Ouça-os e pondere, proteja-se. A fúria é o travessão inflexível da dor Nele muito se sustenta, epopéias Impraticabilidade serena e distante Traz à superfície o eterno pudor Ah, quão incolor! Golpeia a hipocrisia demente da mente Machucada e ausente que se estende Sabida e inconsciente, uma página esquecida Quase notória, esmaecida. São os homônimos de negra capa A aporrinhar incorruptíveis sonhos Um dirigível sob o claro céu Uma abelha cochilando sem o mel A eterna rusga entre o pensar e o mausoléu.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 01/07/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|