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Traga pra Cá, O que Levou pra Lá
Mágoas ao vento
Cercando, revivendo Aspirando, intercedendo Possa ser, posso ser, é a vida! Nós na face humorada da natura E o vento não cessa Ao ponto rude de amora, colhendo as antíteses É o fulgor da juventude, em novelo com a atitude erada, impositiva e mestre. Os goles impulsionam as diferenças e a verossimilhança se assemelha A neve a pintar o sete no arco-íris abrandado de espera Nova era! A luz minguando no horizonte de espadas, a cortar Nossa! Quanta intensidade! Eram os mesmos servos do tempo, uns cegos, outros Neros, queimando serenos e brisas. Nobres intensos da vil sapiência! Exposição mais clara da infâmia E o mar a murmurar, a marulhar. Compreendíamos o momento, o tomo de atitude Em desatento deslizar, no singrar consciente As mentes entoando rés e mis Menores, nunca! Maiores, imensos, incomensuráveis A apartar o falso, a segregar impiedoso lodo Iminente desgosto Restavam sobras e o desconsolo. Cheiravam muitos lados, outros possíveis lastros Na dúvida, as ondas surtiam todos os efeitos, de crista em crista. Ora! Era divino o incipiente, negando–se à interação Estávamos a roer, a expor, a necessitar da dor Puxa, quanta dor! Erupções intermitentes numa emoldurada de cores, em flores de corte, de sorte Reles sorte! Desprovida de reticências, teores ausentes Não importa! Seguíamos em frente, a bombordo do leme, na praia imensa Na incerteza do bis. Sejamos honestos e pungentes enquanto soprarem ativos Os demônios encarnados nas cinzas E os deuses impiedosos na avaria dos sentimentos.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 07/07/2006
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