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Mera Noite
É cândida a lágrima
Que atravessa a garganta Na aurora da vida; Do útero brota Segue em disparada; Cálida, quase nada, Eterna e paliçada Vai à angústia, aquece Despreza o modo e os vícios; Teu inverno palíndromo Tece fios pelos hemisférios; Na cancha, todos os mistérios Bate à terna e imensa glória; Palmas de gaveta, Cheirando à naftalina São pedaços isolados De fé imunizada, inabalável Um prato e tanto de queijo a degustar E a faca encarnada no amor do desejo Traz com sua ausência, O pecado da abstinência.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 15/07/2006
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