![]()
Sinfonia
Trompete, morada dos anjos
Rima escuta zunido de fúria Ameniza, penetra raspando Toca as beiras, estátuas de mármore Jeito eclético, fino toque, uma pluma Boca não há, pois há ouvidos: dois! São poucos, inopiosos tímpanos Arrancam os gemidos, intensos, delicados De pesados e tredos esquifes, Não hão jeitinhos, só espinhos Insuflam gaivotas migratórias, em vôo Meus cálices de incipientes pés Não quebram, ferrolhos e gases nobres Do quedo e vil metal, a seta aponta, apronta E a ginga monta em touro, puro de origem; Ao ressoar das cordas, o tilintar se omite Quanta imensidão! Incomensuráveis são; No processo uterino, a lágrima esgrima Nem se abruma, nem se oculta, Dilata-se, rente ao pascigo, ide ao ninho; Meus lemas... Factíveis sistemas sem nichos; Anciãos, rotos, cegos, imbecis.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 20/07/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|