Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Cata-vento
Colhe insígnia navalha que a carne corta
O rubro terno de penado suor
Onde a morte bate o carimbo azul
Tinindo de laborar... Já se acha confusa.

Mede a tábua do pescoço exposto
A dita avessa córnea enforcada
Que a ampola ejacula o limbo ao sul
Em permeio à cópula... À voz da clausura.

Tolhe a entrada da saída abrupta
O farol na ruela de bendito furor
Na corveta singrando pelada, sem nós
A pescar ali no mar... Paciente, convoluta.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 23/07/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras