Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Paródia do Sapo Humano
O sapo pererequeia no prado
Procura, procura, a noiva ou o fado
Se a noiva encontra no caminho
Segue formoso e tranqüilo o sapinho.

À revelia do desengano,
Toca o fado, comovente noite
Em coro bravo de fino açoite
O príncipe beijado, o humano.

Avista a alta copa da pitombeira
O príncipe sapinho com parati e gravata
No chilrear da cigarra na mata
Aventando uma escada, uma rabeira.

Visão grudenta o sapo tem
No capítulo, próximo a um fruto
Reza em pranto, sob peso do luto
A morte da sapa nos braços de outrem.

Que coisa linda é o humano sapo!
Fez da noiva o parati e o fado, o guapo.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 24/07/2006
Alterado em 24/08/2006
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