![]()
A SÓ COM A VIDA POR QUASE UM INSTANTE
A só com a vida por quase um instante
No pascigo, a marca, o oceano Lume mais imperfeito, o peito Trazendo-me a heróica fonte. A só com a vida por quase uma vida Na contracapa estanque e ferina Empelotada tez, de vil ruge, que muge Entre a cálida nudez do instante. Simplesmente a só Uma sombra delirante na janela Apoita férreo nó, goela abaixo Se precipício há, que haja deitado. Sozinho pela vida a todo instante Governantes a colecionar roupinhas De verde seda, roto semblante; a intoxicar Até que separe da morte a vida... decantar. Só o instante teve com a vida Na morbidez plena duma noite de açafrão A alojar mesquinharia; pelo ralo, prataria Na vertigem onde se deu nigérrima pata. A só com o instante, a brasa da vida A ganhar de vista o clamor da essência Que criva na alma a suprareinante flor Despetala, amolga, mas enobrece à ida.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 19/01/2010
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|