Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Frescamente
Corre pela hifa veia, a cadaverina
Composto deliciado de avareza
A enterrar sob os dedos de lama
A manca perna da delicadeza.

Percalço no alto ninho putrescente
Estuporadas feridas, infetados cancros
São bueiros de fogo e de inferno
Ogras posses da tatuada lampreia.

Dez palavras ao cemitério dos ardores
Venerados pudores, escolioses filtradas
Contudo, grita ao longe, a larva invasiva
Aspectos funestos das rugas.

À sorte dum requerido infortúnio, a lua treme
Donde crocitam galhofeiras rapinas celestes
A ferro, passa a barda de capas, rubra hora
Pelo pêlo enroscado no arame, foi-se agora.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 31/07/2006
Alterado em 23/04/2007
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