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Natureza Harmônica
O sopro balança ocioso vento
À sombra deste, descansa o gelo na cal Obcônico grunhindo badaladas de sal O preço paga o iguanídeo sedento. Força que alqueiva terra deslizante Nas gotas de orvalho, moribundo furão Pelos pecados, poder de humano são Céus enfurecidos no ósculo cessante. Lareira queima de fumaça a ternura O estro doloroso ápice jura Não viu mais iguana à frescura Nem coelho de cujo furão amura. A natureza é assim: Se a tampa não tapa A lata ajeita a lapa E tudo se acerta no fim.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 09/08/2006
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