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O Céu E O Chão
Duas horas além céu
Cobras lampejam na estrada Urram vaga-lumes e morsas Fúfias relíquias estendem-se nos varais. Poucos instantes Onde chora o porco Na calcinha da lama A chafurdar as pessoas. Balizam traseiros Em pés de galinhas azuis Grotesca a idéia e o desalinho Sabem tudo o que tem o luar. Na alameda das flores A jaca funde-se com o chão Tâmaras à contra-mão Juram na cauda do cometa. À senescência irreversível Réproba fase pueril Acende olhiagudo pavio E a ponte donde olham, invisível.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 11/08/2006
Alterado em 29/01/2008 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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