Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Copacabana Infinita
Estonteante e intenso
Lancinante, penso
A mente no vão peristáltico da canção
Ilação eterna da satisfação;
Ovais interligados logram faceiros
Infinito lençol a cobrir estrelas
Tuas marés de força e luz
Conduz-nos ao espelhado mar.

Praia de Copacabana
Ah, Copacabana!
A nossa Taprobana
A par dos deleitosos encontros
A praia das seculares molduras  
Inexoráveis, sol e cais
A ti, canto bemóis, sustentam
Dão ré ao dó das luxúrias
Das insignificâncias.

Botecos às margens cravadas
Teus desenhos nas calçadas
O rebolar das pernadas que te atravessam
Rezemos!
Sou pouco pra ti, praia de Copacabana!
Em ti, versejo
Por ti, alvejo
De cima, vejo-te despontar, fecundo ar
A alma do poeta em teus contornos
Não vaga, desfila sem parar.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 16/08/2006
Alterado em 15/09/2006
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