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Na Tarde de Domingo
À imagem da morte, escuridez
Apenas dois lados e o talvez Vez e insipidez do mel e da orelha Tez e insensatez do fel e da ovelha. Parelha voz aplaude o cego Telha de nós, ataúde no ego Pontiagudos lastros comoveram-se Predicado verbal de fenecidos tarsos. Inesgotável bica de hemisférico medo Inestimável mica de histérico albedo Paz reinante, soberania do mendigo Contabiliza moedas, sutura os cortes. O receio do tíbio é o passaporte ao coruchéu Para transpor as maçarocas do cérebro Quando grita e se esgana o corpo escolhido À beira do abismo, na tarde de domingo.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 23/08/2006
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