Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

No Mais, Sobejar
Que descerrem os botões florais
A me aguardar à boca da pérola
Nigérrimos ursos habitarão as tocas.

Que me entornem poderoso astro de vinícola
A extrair-me o amargo das zombarias
Assumo superbíssimos riscos e acendo uma vela.

Que me enalteçam vãs e enclausuradas vias
Nelas, deitarei o corpo nas peraltices
Praticá-las-ei com pijama de poá amarelo.

Que me permitam singrar mares pelo avesso
A magia se encontra na vilania, no hipotético
Sou dura carne a rechaçar insultos.

Que iluminem a alvorada com brilhos sebáceos
Amputo membros macilentos que me corrigem
Nem de outras, vivem as mesmas caras.  

Que me dêem linhas a me permitir doçuras
Azedas e tredas, até lebres ledas
Inda tenho uma alíquota do supro antídoto.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 28/08/2006
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