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BUSCANDO ELEGÂNCIAS
Eis que me vem à face
Gélido e maculado Exsudado mosto, gosto Poema de superfície Ideal para tais gemas florais Eis que me vem o tino. Nulo desgosto, apreciado colostro Eis que me à boca Lamparinas dentárias de estrelas de mel Pedra, palanque, vitrola jeitosa Vai ao pico com essa gente curiosa Eis que me vem à idade. Senhor do tremor, anjo esvaído Que sabe do assombro, cai em vigília Eis que me vem a ilha Náufrago na jangada da vida Iodado bócio cheio de escamas Eis que me vem a cama. Deitado ao leito dos cogumelos selvagens Paredes de retóricas curvas Notas pregadas na nudez da aurora Eis que me vem a chave Tenho hora na demora do canto Na brancura do manto, vem-me, enfim, a pureza.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 02/09/2006
Alterado em 23/04/2008 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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