![]()
No Contrapé da Tenção
Acho-me nas sarnas esvaentes
Onde lesos caminham de coleira Receio de ser lido pelo avesso Raro inferno, belo começo. Aqui, ralas mansões Casebres sem tinta nas paredes O sol nem mancha a pesada tez Dez da manhã e o gás letal. Poucas rasuras, mundo e luxúria Meus ternos escarlates latem Desentoca o filho da anêmona Num estojo com cerejas maduras. Tentam as velas de acaso Não são negras o suficiente Possuem vaso de hortênsias Velame cosido com veias. Almoço pedras e cereais Dispostos a irem ao espeto Não janto, nem ceio Meus meios justificam tudo.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 04/09/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|