![]()
O Rumo das Letras
O vurmo úmido espia o caos palhaço
Mais soletra que estanca a cor Raspando beiradas, infames se encolhem E continuam a segredar. Parece âmago esguio e barulhento Pois é marmota velejando no mar Falsos cognatos beijam negros pés Dos montes, das mesas. Silabada de fluido depena a codorna Indocilmente, crava a tal faca no peito E vem a catacrese no aguardo do mundo Pessoas são totais mendigas das palavras. No romper do fio, janta a marmelada Risadas coradas invadem o palco De besteiras, papéis se fartam, aos montes Há pesar na contramão da pena. De antemão, ciciam fonemas puríssimos A contar pros outros, fúfias histórias O antônimo da acepção delirante O piar do mudo a se chocar contra o chão.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 05/09/2006
Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|