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Destempero e Só
Espia na porta o soprano forasteiro
Nem sequer raiou mor mentira Falsa tentação de gaveta brandiu A carne humana seca e densa a desfibrar. Tento atentar às garras da sorte Vão me é a taça da morte, pescadora Aguardo o saco salgado de mácula para lamber Resquícios sãos em reminiscências baratas, desgraça. A volúpia me pega na esgueira Meio de lado; vou sem nariz Não há sentir pela fresta da luz Marca o compasso, retro holofote. Lembranças são manteigas a perfilhar os rebentos À tona, marcas de um desgosto consciente e ausente Vendo minhas polidas entranhas adentrar o âmago Sinto, fugaz, a necessidade de pisar descalço na brasa.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 01/10/2006
Alterado em 04/10/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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