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O Despetalar da Alma (O Despertar, então)
Vai a peçonha se esvaindo do humor da séquida penumbra
Escalando falésias e escarpas de mágoas A descarar secretas caixinhas de músicas; Adentra o lago azul pelo fundo do nada, em sépalas de rosáceas Tão ledas as cores ricas em áureos amores (alguns cândidos, outros quase) Que aterrisa no peito do enfermo, à revelia, a amansada carne Esfrega na cara azeda o zomol e a farinha de ossos Presas e equiparadas a sacos de dentes lançados no esgoto d’alma; Dá-me ósculo de queijo amarelo, o riso solitário e indene da morte E me cega até o umbigo com a sua inexorável ausência.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/10/2006
Alterado em 13/10/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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