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O Coração Tem Mais e Menos Segredos
De toda a minha sapiência
Da linha que corta e cruza meu destino Três copos, dois, uma taça de vinho Na mente, bagunças hipócritas, misturadas e tal; Ando em silêncio, mensagens de copo, um jornal Alimentando a vil alma quente de figo em compota Estou na lona gastando a lorota, entre o sim e o nada Mil vezes estive jantando As mesmas tolices que despejo em ilhotas órfãs e putrescentes Meus âmagos convexos a rasgar lamúrias de esquinas; Nada como esse marulhar obscuro das nuvens esparsas São tão falsas que não lhe ocorrem temor; jaz uma dor; O peito desaperta a porca que o siso torce Na espuma duma manhã incólume, cetros e botequins Esperança na tábua de crimes gerais, seus rituais Trituram os dentes, as mentiras com pina colada Massacram mais ou menos o porvir da intromissão Cangalhos fracos tais meus dedos, tão tortos de desilusão; Sapeca ao fogo, lâminas cegas e estraçalhadas Nega ao paladar, o gosto ácido do excremento coalescente. Entre linhas e serpentes, o coração é o que mais arfa e é o que menos garfa.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 24/10/2006
Alterado em 06/08/2008 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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