Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Sucesso em Minhas Veias
Dogmas ascendem e a escuridão palpita
Recitam algo que minha alma não pode ouvir
De vez em quando, guardo os pães sob a capa
E não acho nada;
E não se racha em nada.

Se eu soubesse da vida um tomo
Teria botado tudo em pratos rasos; e os transbordos
Haveria eu de aspirá-los com toda morbidez e gana do espírito.

Outras vezes, tive minha voz tolhida por nuvens
Esparsas, e, de tão escassas rezavam na abundância das suas marinas
Memória, de glória... Intempestivas canções de páginas e afetos.

Tenho em prol da noite, sob o quepe, em meio ao leme
Três talhos de servidão ao mar; meio ímpar de se dar e se deixar levar.

Estou no apocalipse e nem me dei conta do que trançou o ourives em sua teia Para nos deliciar, num manto extremo e num interlúdio dum frontispício de amor.

Seguiremos coerentes nesta dor em que o tórax (fórceps de humanidade ausente)
Tornar-se-á trompetes e cítaras
Rufos freqüentes, hienas e entes inequívocos de solo, sangue e cordão.

Nascemos então, nós
Eu, mais ainda, a protelar, a perolar e a obliterar
E um tanto menos a encontrar.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/11/2006
Alterado em 06/12/2006
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