![]()
Sucesso em Minhas Veias
Dogmas ascendem e a escuridão palpita
Recitam algo que minha alma não pode ouvir De vez em quando, guardo os pães sob a capa E não acho nada; E não se racha em nada. Se eu soubesse da vida um tomo Teria botado tudo em pratos rasos; e os transbordos Haveria eu de aspirá-los com toda morbidez e gana do espírito. Outras vezes, tive minha voz tolhida por nuvens Esparsas, e, de tão escassas rezavam na abundância das suas marinas Memória, de glória... Intempestivas canções de páginas e afetos. Tenho em prol da noite, sob o quepe, em meio ao leme Três talhos de servidão ao mar; meio ímpar de se dar e se deixar levar. Estou no apocalipse e nem me dei conta do que trançou o ourives em sua teia Para nos deliciar, num manto extremo e num interlúdio dum frontispício de amor. Seguiremos coerentes nesta dor em que o tórax (fórceps de humanidade ausente) Tornar-se-á trompetes e cítaras Rufos freqüentes, hienas e entes inequívocos de solo, sangue e cordão. Nascemos então, nós Eu, mais ainda, a protelar, a perolar e a obliterar E um tanto menos a encontrar.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/11/2006
Alterado em 06/12/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|