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AS FELICIDADEZINHAS
Permita que se chegue, ó sofreguidão!
Apoite suas quelíceras em opérculo meu Fite-a cair da escada e se esgueirar por madeixas minhas. Permita ledo suspiro a implorar consolo Meu medo é azedo e a vida me é mesquinha Tenho, ora... tenho! Sei das faces mais doridas – quiçá, das mais céleres Mas, reajo com languidez ao ócio que me cobra muito E me cobre pela manhã quando recuo ao erigir. Coloquei minhas naus n’água, chequei adriças Estiquei e ascendi minhas velas Nas vilas, nos túmulos, nos esquifes pardacentos. Onde mais terei essa vida a perquirir? Entreabertos ramos frouxos, e seiva que exsuda Tenho lábios meus a lampejar o céu da boca. Com juncadas e ternas felicidadezinhas!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 23/12/2011
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