Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

Marcha (Quase) Fúnebre
Sentindo a chaga a comer
Repousa, de lado, no entediante féretro
Premendo a mente contra atarracado cedro
Exsudando ocre caldo, fel e receio.

Na estúpida cara putrefata
Donde flerta com gentilezas
Desfilam risonhos segredos
Inchado leste a aquecer o leito.

Nem de perto, o lado esquenta
(quando a losna urra no orvalho)
Nem a laranjeira o cego fruto dá
(quando a magia fissura o galho).

Um dia há de morrer o lodo
No mel da penúria viva
Silvará no penhor da tarde
Uma marcha estupefata.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 05/02/2007
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