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QUANDO AS ALMAS SE COMPLETAM
Tais teores reticentes
Olores de barro que sentem Rejeitam a calçada e se armam em medos Deixando os perigalhos repletos, tempo se acomoda. Urge com a vida, a raspa doce e eterna do amor Que era paixão, a virar um 'não', e tudo titulou Virou bandeira, o riso à nossa maneira Incólume e natural de ser. Somos tenros nesse hospício de sentimento A estarrecer os incrédulos... escarneçam! Esporulem até a morte os varrer do mundo E seremos espectadores... Bem me querem as flores. Caças e lêmures a marulhar à noite Em meio à desacompanhada sinfonia - de rotas notas a se esmerilhar em bemóis - E a essência sangra toda, eviscerada. Clama-nos a eloquência abissal do silêncio Que, em sendo lira, move-nos a acreditar em caminhos ledos Onde os tons, o gozo e as almas se completam.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 08/10/2013
Alterado em 08/10/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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