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Marcas de Outono
Destronadas estavam as estrelas na noite condensada
Quase desamparada aos pingos arquivados Jorrados em cúmplices cisternas Desconsoladas, incertas. As copas que às árvores pertenciam, Esvaíam-se em júbilo, quente e trancado Armado aos milhares, uns calcanhares A se arrastarem sorrateiros, em devaneio. Imensidão no tocante à incerteza, superficial destreza Era a alínea, um fonema escapulindo e já sentindo Mensurando folhas com pendor à serrapilheira. Um caso e tanto e outros tantos Azul preto fosco, carne de pescoço Macia, túrgida, tenra, suculenta, nutritiva. A verde viva voraz esperança da voluntariosa dança Que não extenua, jamais se cansa Tem-se tido o trigo a misturar ao linfático caldo. Teus nódulos despejam segredos, coisinhas e tais Aos meus, coceguentas imperatrizes diabéticas Reinando na soberania duma noite plena e assaz Inesgotável.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 21/04/2007
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