![]()
A VÓS QUE SOIS O DIA-A-DIA
Irmãos, corramos
Vós que acelereis sempre Sois o corre-mundo no aquário com vista para os fundos Vós que entrastes no infindo oceano, de pálpebras rendidas (calmas vencidas, almas vendidas) Pois sois loucos neste sol de pedra; abneguemos as razões Tendeis a serem humildes, seres infalíveis Não percamos tempo, comamos vento Corramos! Sois bicicletas-carretas, sois caretas Vós vos dizeis à pequena boca: Vençamos! Não percamos os milhos nem as quireras Sejais, assim, bentos Santos excrementos Mas, mesmo assim, corramos Vós corastes a face trevosa pela escala que avança Morramos pelas notas sem dai-vos conta Corramos pelas contas sem dai-vos nota Fujamos sem capota, coração em compota Cegastes a ti até aqui, chegastes daqui para ali Vós que ganhastes a eternidade num polido jacarandá enfeitado Ostentastes Pois, chegastes!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 26/04/2007
Alterado em 11/10/2023 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|