Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

O Tempo Surge, Muge e Urge
Ouvia restos de histórias célebres
Perdia bocas sangrando batom
Havia gestos, risadas e empáfias
Havia tenros pedaços de pão
E eu me deixei dormir.

Sabia liras, todas; assoviava-as
Lia mestres de inquebráveis espelhos
Aos metros, medições delirantes
Passivos instantes, coleiras a postos
E eu me deixei descansar.

Pecado parvo, oculta mentira
O verde bojo, coberto com nojo
Havia escada sem sul, menina
Dava pra ver!
E eu me permiti relaxar.

Nos lidos álbuns, disfarces traçados
Relia sombras de meros passados
Imagem clara ou rosto esnobe
Da vida, patrícia; meandro polido
E eu me deixei estar.

Só não podia navegar no amargo
Só não queria estar do meu lado
Só não sabia estar em coma
Só não sentia esvair o pólen
E eu me deixei partir.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 27/04/2007
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