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SOB O LODO FIRME E OBSCURO DO AMOR
Sentado em frente à lareira da solidão
Questiona velho e parvo fleimão As notas que me saem do peito A pleitear bobices, a alardear assaz. Escolhas são focos na areia branca À noite, na penumbra, no ócio do lençol amigo Desvirginando mesmices, com a leitosa e infame impressão Os dias não navegam sós Arfam na dor trinada e preciosa do ardor. Ora, noites! Ora, raspas que me açoitam! Vestem-se de negros véus de prata Engalanam-se com a inveja mórbida e prestimosa Na azáfama do poeta, na margem contra oposta. Sentimento roxo Parece não cismar com nada, nem com a vida Nem com a estrada - magia a se fazer de reles Aos montes, às pencas de desejos a fluir Sob o lodo firme e obscuro do amor. www.fortunaliteraria.net
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 25/02/2014
Alterado em 25/02/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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