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Em Se Tratando de Morte...
Quando raspa à idade a cara torta
Mitifica algo que se encontra verde Intenso lúgubre em doença morta Revés no espelho, quisera ter-te. Ao descerrar da cortina, vil pagão Banhado em óleo plácido, um ser Correndo ao mar: perjúrio, ancião Face branda a manter meu querer. É lindo e cômico o encarquilhar da tez A ira dos lipídeos à habitual hipocondria Jornal datado, suor futuro e invalidez Flexionando a cadeira no balanço do dia. Pecado é colonizar a vida com os anéis da morte Enquanto, frívola e discreta assiste a Dona Sorte.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 02/05/2007
Alterado em 22/04/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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