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Atina a Rotina
De que jeito deito
Sem o tremular das bandeiras? Tem o lampejo vazio; insípido Qual contorno assumo? Eu sumo! Perde sabor café rançoso Bebe o labor regado a parati; O inverno me acalma Na púrpura luva da inquisição: desejos e luto Hora passo, hora mudo Que haverei de ser eu Absorto no campo, triscado à enxada? No pêlo do corpo, no cio da navalha A ceifar lustrosa imagem dum dia em pousio ‘Ad libitum’ e com frio; O pavor das coisas quedes traz-me secura Carece sentenciar o mortal repetir dos fatos.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 21/05/2007
Alterado em 14/12/2007 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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