Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

MARIONETES DA INSATISFAÇÃO E DA LUXÚRIA
A vós que sois exímios ‘deixa pra mim’, acompanhem-me nesta prosa:

Pensastes na prata ausente
Embora reluzente
Pensastes muito
Que não traz o tijolo, que não fabrica a casa
Mesmo assim, sonhastes com a prata ausente
Que não tem bojo, que não soa arpejo
Contudo, cintila
Ofusca até vosso presente pensar
Pela razão rasteira do próprio restar
Derrama lama em nossa história
Cata rastro em vossa cara
Mas assim, não enxergastes!

Perquiristes a prata ausente
E nem o ar, vós sentistes varrer
Apelo ao coito pausado:
Há veredas castas, sem passos de amores
Forradas de estranhas prímulas;
Não obstante
Morrestes com a prata acorrentada ao ambidestro zelo
Por súplica, vos tomo:
Não vos olvidastes das famosas estrelas – enlevam até o neto dos sentidos
A lascívia tem olor oliváceo e vos definha  
Não vos presteis a ficar de molho no olho da luxúria
Apenas por concretizastes a prata em vossos sonhos.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 25/05/2007
Alterado em 28/05/2009
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