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MARIONETES DA INSATISFAÇÃO E DA LUXÚRIA
A vós que sois exímios ‘deixa pra mim’, acompanhem-me nesta prosa:
Pensastes na prata ausente Embora reluzente Pensastes muito Que não traz o tijolo, que não fabrica a casa Mesmo assim, sonhastes com a prata ausente Que não tem bojo, que não soa arpejo Contudo, cintila Ofusca até vosso presente pensar Pela razão rasteira do próprio restar Derrama lama em nossa história Cata rastro em vossa cara Mas assim, não enxergastes! Perquiristes a prata ausente E nem o ar, vós sentistes varrer Apelo ao coito pausado: Há veredas castas, sem passos de amores Forradas de estranhas prímulas; Não obstante Morrestes com a prata acorrentada ao ambidestro zelo Por súplica, vos tomo: Não vos olvidastes das famosas estrelas – enlevam até o neto dos sentidos A lascívia tem olor oliváceo e vos definha Não vos presteis a ficar de molho no olho da luxúria Apenas por concretizastes a prata em vossos sonhos.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 25/05/2007
Alterado em 28/05/2009 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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