Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

AMOR (AMBIGUIDADE DESAVERGONHADA POR DERIVAÇÕES INSÓLITAS)
Disputa drolática, relva amanhecida
Jogos de toalhas banhadas em esporas
Ao leito sangra, ao jeito estupora... e emana;
Caleche produzida e lapidada, concernente
Devastadas injúrias, lágrimas
Clamores devassos por veias ferinas;
Rugas de solidão, alimentado vão
Trechos de rusgas mores e infinitas
Anzol de penca, escoliose felina
Confeito na alma polida e jaz no peito vencido
Depauperado sentimento
Destrinchado nos seios da melosa prosa
Caco ao rés dos tomos, revolução apoquentada;
Caquético, um momento
De desmerecer a dor em pôr... do sol, em prol do amor.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 04/06/2007
Alterado em 17/11/2008
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