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NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!
Fitou, ímpio, o prego à madeira de lei
Caraminholas e seus familiares espanavam-lhe a cuca - Podia ter nascido parafuso! Teria o apoio da furadeira [nem careceriam de precisão as mãos]. - Poder-me-ia, hoje, ser a própria peroba Ou quiçá a cerejeira [o sucesso seria fato!] Também, ruim não seria se eu fosse arrebite Incumbir-se-ia a tecnologia de me colocar com carinho. - Mas, vejam quem eu sou e onde estou agora! [e se me cravassem em buraco já feito... nem doeria tanto] Devia ter tido mais sorte, seria um alento Tantos outros empregos, como cama para faquires... Toque, toque... TOQUE! E toda a inutilidade se dissipou Toda incerteza se apagou Toda inocuidade faleceu diante daquela brutaz ferramenta. Os espectadores pontiagudos contam que até a cabeça se perdeu Havia “um quê” de ódio no olhar da sanguinária E quatro letrinhas gravadas em sua face de labor: “VIDA”.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 11/06/2007
Alterado em 17/11/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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