Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

ESCUSOS OS MEUS VERSOS
É secreto verso meu
Pelo pomo enrubescido
Pelas chamas se aquecendo
Sei que é por ele.

É sabido o tom das águas
Por quão largas vozes rompem aurora
Tico de paisagem, as retinas cobrem
Desdém de natal.

Não dobra obcônico insuflado
Age de onda em onda, de posse em tosse
Na manhã amarelecida, pigarro de cauda
Acordeom.

Se não posso ser espinho
Quererei buscar mesquinho acalanto
A encobrir meu sabre, mole por natureza
A me desculpar por dentro
Em agigantar outrora.

Salve ó ungüento!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/06/2007
Alterado em 17/11/2008
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