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OS SONHOS SÃO AZUIS, A TARDE É GRIS
Sonata
Úmida tarde de solstício e céu Leveza aerada de espírito Sublime sensação de ser mais do que estar. Açúcar nas teclas do amor Piano de cauda longa Alquimia e seres se expandindo Doce às estampas frágeis e delicadas. Falange em riste Sorvendo, sendo absorvida Por átimos, introitos em sucessão Por páginas sem pautas, sem margens. Só a ribanceira se fez ribeirão Ao pé castigado da rubra tez Que sorri e rompe no queixo a solidão Amantes, amados, exacerbados de desejo. Mania de ser feliz, independentemente do engalanado.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 28/05/2015
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