Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

O CIÚME
Ó rubra sombra de olhar desfiado
Contarei a tanta gente do seu céu de estrelas
Sei de suas metades apolíticas
De suas metáforas reluzentes
Apoio-a inadvertidamente.

Sei do teu passado de trevas
Das suas corridas pela praça
Do agir sem pelo e com graça
Tenho memória de mamute
Ó base de estrela escarlate.

Serei teu colégio e teu engraxate
Fá-lo-ei escalda-pés relinchão em mel
Endiabrada minha missão, embora uai!
Teu medo é teu pai
Proteja-se do conta-passos.

Estarei sempre ao seu baço
Metralharei teu coração com sandices
Debulharei teus pensares a extrair tanino
Assombra-te os penares como flor de quinino
Revirada a página, assino embaixo.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 15/06/2007
Alterado em 17/11/2008
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