Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

LUA CHEIA E QUASE SÓ
Matura couro áspero de botequim
Machuca e sequer reza por mim
Invólucro prata, manhã de luxo
Obscuro e infiel
Chá de osso, resto de fel
Explosivo
Inferno absoluto e eu de luto
Não há esperança!
Hei de saber pouco que hei
Meu rastro pescado, meu nei-nei
Olhar escuro em treval quaternário
Eu no armário
Minhas sandices todas loucas a se lançar
Mais à proa, menos ao mar
Interlúdio
Revolução funesta entre veias e capins
Muito mais de mim
Uma alma com olor de chocolate
Pato que late, vela em lamas
E a garrafa continua cheia.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 16/06/2007
Alterado em 17/11/2008
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