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O QUE ME COBRE SÃO BESTEIRAS
Quando me abater a alcunha
Soldando em minh’alma o “rip” Soltarei berros de escumadeira Restos de atiradeira Rumos de escultura. Estarei em ninhos de passarinho Meio terno, meio mesquinho A me retomar de mansinho Hora vaga, vaza pouco Nas ondas, no oco. Assim, sorverei o sorvete de prata A mala da alma em prol da lua Que sua, que soa, que rima E nos hinos, rua Moleque faceiro, cosendo o mundo inteiro. Nas margens do silo Todos os nós me comem por ligeiro Nas dádivas do manancial Em cânceres e tal Legado da vida Inchaço do mal. Sou primo em estar no sal Só rimo sem lesar a nau Não cismo por afeto legal Gosto... Gozo... Sofro por tudo que é cal.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 22/06/2007
Alterado em 23/04/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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