![]() A MAIS LONGA PROSA DE TODAS, POIS A MENTE HUMANA TEM MEANDROS QUE A PRÓPRIA IGNORA, PARA QUE POSSAMOS SOBREVIVER NO ESPAÇO ATEMPORAL.
Socorram-me entre os labirintos Tonificados membros a dissuadirem Socorram-me das lêndeas Do apocalipse liquefeito que invade os poros. Retido no black hole da alma Impalatável calma quando se ergue da lama a vala... E cataboliza! Como são abissais as balelas que regem os teoremas pintados de cinza! Tenho todas as cores servidas no espectro universal O coração não bate, menstrua. São interestelares as ininterruptas vozes Que, de um verso inda no pretérito, olvidou-se da magia São de linho as pantalonas que os envergam De letras e poás os rumos a lhe rasgarem. Versos orbitados num poema sórdido, pouco compreensível Aleijados por sentimentos mouros, vãos e enclausurados No abcesso arranhado, perante as liras mastigadas e cuspidas. Não ergo brinde a vida, pois me exigem resoluções diversas Meras teias profundamente emaranhadas no talude verde oceânico Cálidas sortes ao porvir, empanadas com o vezo moxo dum debuxo. Ora vida, ora sacros vasos de estrume e de pedra! Lambeis os ferimentos com se fossem néctares Absorveis do fleimão as gotas sanguinárias do Himalaia Morrereis de envídia aos quatro lábaros dum mês de solstício. Há no horizonte a poeira negra e intersticial O chorume rajado, cego, roto e orientado. Cabe ao lixo ser devorado pelas quelíceras sedentas Um dia, assazes ramos encontrar-se-ão e lhe cobrarão a paz. Jamais digas "não" ao absorto! O esgoto da vida lhe será o café da manhã Incalto e paraninfo das pernadas matinais Em lesada réstia de luz a pernoitar nos celeiros do mundo Não se embebe do tempo, remontam-se horas tórridas Zumbem insetos prásinos... um dor inenerrável! Encontrem os piratas, acoitem-nos Com a madeixa penteada e rançosa Safem-nos daqueles cânceres invasivos Mais peixinhos e menos baratas com suas asquerosas fantasias. O envelhecido o aguarda... Na ante sala do necrotério, sob a sombra duma árvore que inda chora Por uma mente que se vai e se cobre de júbilo sem pasta ou azeite. Quantos astros serão protagonizados nessa história? Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 21/12/2015
Alterado em 21/12/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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