![]()
NÃO VÊEM OS OLHOS
Com nossos talheres manchados
Jantamos as vísceras dos feriados Todas emparelhadas Por navalhas, ceifadas. Rumados olhares à eira da mesa Encantados com bela sobremesa Tina alta e luzidia, molho escarlate Groselha não é, nem mesmo tomate. Pensamento borbulhante Em calda sobrenadante Um carinho à espátula Exposta a Dona Mácula. Deslocando à fratura E sabido à certa altura Tinha gosto de fina cereja... Um pouco mais de cerveja.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 02/07/2007
Alterado em 09/07/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|