Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

FERMENTO DO AMOR
A cara murcha e cálida do sol
Deu-me tapa à sobrancelha erguida
Sabedoria e tumor no cio da tristeza
Palácio erigido a milagre e cianeto.

Da levedura abraçada ao peito
Da atadura encarquilhada com jeito
Dos jangadeiros a esmo em sobrevôo
Pelas barbáries que vislumbra o espelho.

Mais podres sensatos lados, bactérias
Todas arestas limadas, ferozes artérias
Um caldo de menta virgem – repolho
Na casa mendiga do outro. Por quê?

Dou-lhe face de pina colada
Dou-lhe atavio a me encorajar
Sou reles sobra de nada a bailar
És a antocianina cristalina violeta.

Por cedo deixar balcão e bar
Prometo deixá-la me amar
Encontro das águas, segredo
Lavar a alma e cerzir o medo.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 09/07/2007
Alterado em 09/07/2008
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