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AMO A ROSA
Por mostrar espinho, amo a rosa
[seiva crê morar em minha alma] Ajeita-se nuvem ao laço do amor Bailam sussurros e vozes amoniacais. Por ter saudade Dou ósculo de fé em minhas fases puras O mel apronta-me o aceto Nele, estrago e me converto. Por ser bobagem reativa do peito Imagino o intróito – fotos e chilros Furtados sentimentos frutados Gênese que a vida embriaga Em labaredas que o azeite sustenta. Por ter imensas verdades, rego nua plântula Das baixadas, bemóis e escadas Não hei em Maio ter sobra [naufraga o lume no castiçal de bronze]. Vou, mudo, ao encontro do céu Por ter a rosa acúleo Por rouca ser a sombra que me rastreia Por pouca ser a fossa que me passeia.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 23/07/2007
Alterado em 09/07/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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