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APORIAS
Desprovido dos achaques desordenados e vis
Auspiciosamente, intervi no lúdico - apalpar as madeixas do incólume e severo enredo. Pus a mim, carismáticas formas de amar Nos peristaltismos nobres que a casaca não encobre - mas cobre (leia-se "acasala"). Nem a mísera dose de cicuta Nem o fel esporulado e gentil far-me-á gingar... Nem a autarquia capitânia dos versos Nem o campo magnético de Gaia Nem a lógica impensada dos filósofos... Nada nem ninguém me desalojará. E vos profiro em coxa voz Imbricados sentimentos brandos Que de urgirem, invaginaram-se. Contrário às aporias poetizadas Na emissão de leda poeira luzidia Sob a escada; meio mais relaxante de pensar. Se escalpelaria birotes todos? Se os ungiria com liquefeito "aurum"? Se os poria na vala escancarada e pulsante... Ah, poria!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 23/11/2016
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