Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

VINHO E VERSOS
Mais penar na alma abatida
(de caminhão, o colchete da vida)
Peço e resmungo, imagem salva
Por meandros a se encolherem
Mira precisa em tons de azeitona
Falta pouco para vomitar o desejo
(metáfora desgastada, bócio no cio).

Interlúdio
Meus aviões me invadem a todo átimo
Cetro adiposo, ranço na areia
(lastrando a vida que mareia... e asseia)
Ossos pesados, outros nem tanto
Ouço cheiros, sinto a meia na face feia
Em detrimento à força que emana do sorriso.

Mais valor, os versos úmidos
(cobertor cético ao peito ímpio)
Berço de fuligem tórrida; passageiro
Entre nuvens e coquetéis, palhaços
A zombar de mim e da taça enegrecida
Infância de lanche, pelado na alma
Mais vale a ida seca à volta enlameada.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 07/08/2007
Alterado em 09/07/2008
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