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DESTEMIDOS OLHOS TEUS
Destemidos olhos teus...
No pragmatismo do dia frouxo No espreguiçar-se da sexta-feira No outro mar do oceano. Destemidos olhos teus... A me ver ouvir sem castidade A acarneirar minhas vontades No rejuvenescer da tarde. Destemidos olhos teus... Entre os passeios e as lisuras Se no teu beijo há o outono Aqueças-me neles. Eles me trazem as plêiades carentes Eles me são arfadas embarcações Eles me têm por secreto No purificar da nobre alma. Destemidos olhos teus... Em me achar em mim Em beliscar meu “sim” Em contentar-me, então.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 14/08/2007
Alterado em 13/05/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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