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POR ESSAS E MAIS OUTRAS
O dia percola sombrio
Nas aves, os olhos não vêem Betume aprimora o ficar Assim, espora se arrisca a curar. A brisa se encolhe por medo Aluvião responde ao segredo Nossos ovos mexidos nas ruas E eu a fisgar a memória. Passado de história: Resta o mar choroso que está A poesia por dentro dos ossos Resmunga na prancha que dói. E, dormindo à sombra, segue o limo Sempre com o azul no olhar Mente sem o mel a disfarçar E eu à penumbra, na sala de estar.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 29/08/2007
Alterado em 13/05/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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