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EPÍLOGO
Rastejo das coisinhas mundanas, insípidas
'Toc toc' e ei-la cá novamente Antecipando o fim. Nobre exímio sentimento do cio Aquele plangente de outrora - rabiscado a lápis - Enternecido. Embora saiba de onde vem Meus 'eus' aflorados e em sangria inda pasmam. Deu-me um ósculo e se ausentou Morreu devagarinho, aos montes, de roldão. Raspa a raiz do fleimão e se estende muito Sem propulsão, à deriva Marolando, marulhando, de pé. Meu nigérrimo verso só oculta a capa E suga a manteiga Tudo é solidão! O pó ofuscante do dia tórrido Far-me-á nunca esquecer Meus rejeitos pobres, abjetos. Trará a leda prima Vingativa e pífia A beleza lânguida e ostentadora. Ao dobrar tal esquina Enviesado olhar extingue a perpétua pena No rosto sem face da fase mais semântica do amor. 'En passant'!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 31/01/2019
Alterado em 28/04/2020 Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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